“Encontro de terraplanistas” diz ministro sobre evento da extrema direita em SC

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O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, classificou o CPAC Brasil, congresso conservador que reúne líderes da direita e da extrema direita em Balneário Camboriú (SC), neste fim de semana, como um “encontro de terraplanistas”.

O que aconteceu O presidente da Argentina, Javier Milei, chegou à cidade catarinense no sábado (6) para participar do Cpac (Conservative Political Action Conference). Vídeo publicado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que está no evento, mostrou o argentino sendo recebido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com um abraço efusivo.

Paulo Teixeira reagiu ao congresso neste domingo (7). Em uma rede social, o ministro de Lula afirmou: “O balneário de Camboriú, em Santa Catarina, já foi melhor frequentado. Sediou, neste final de semana, um encontro de celerados, terraplanistas, negacionistas. A cidade precisa de uma limpeza espiritual, a favor dos legítimos frequentadores do balneário.”

Milei vai fazer o discurso de encerramento do Cpac e deve dividir palco com Bolsonaro. As informações são do jornal Folha de São Paulo. O argentino não tem agenda prevista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste fim de semana. Presença de Milei pode abalar relação com o Brasil e Mercosul. O governo argentino informou que o presidente não participará da próxima reunião do Mercosul, nos dias 7 e 8 de julho, no Paraguai. A justificativa foi “agenda sobrecarregada”.

Governo Lula não descarta tomar medidas para retaliar Milei, caso ele amplie a crise diplomática durante a passagem por Santa Catarina. Até sexta-feira, Milei não havia comunicado ao governo brasileiro que chegaria ao Brasil, numa ruptura dos padrões diplomáticos. Como mostrou a coluna de Jamil Chade, uma das medidas da gestão petista pode ser até chamar o embaixador do Brasil em Buenos Aires de forma temporária.

A ordem no Palácio do Planalto era não cair nas provocações de Milei. Nos últimos dias, o presidente argentino voltou a cutucar Lula e criticar o governo brasileiro. A lógica é de que não será o argentino quem vai pautar a relação entre os dois países com seus comentários, considerados como estratégias para desviar o foco da crise doméstica. A esperança do governo é de que ele repita sua participação em um evento similar nos EUA, quando se conteve nas críticas contra Joe Biden.

Congresso reúne líderes da extrema direita regional

Presença de governadores. Além de Tarcísio de Freitas, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), também esteve no Cpac. O prefeito da cidade que sedia o evento, Fabrício Oliveira, será um dos palestrantes. O convidado para falar sobre segurança pública é o chefe da pasta em São Paulo, Guilherme Derrite.

O quarto filho de Jair Bolsonaro, Jair Renan, será candidato a vereador em Balneário Camboriú. Ele trabalhava como assessor parlamentar no gabinete do senador Jorge Seif (PL) e foi exonerado em 1º de julho. Evento foi organizado pelo Instituto Conservador Liberal. O preço do ingresso para os dois dias de evento custou R$ 249.

Patrocinadores investigados

Dentre as empresas que apoiaram o congresso, duas levam o nome Bolsonaro: a adega Vinho Bolsonaro “il Mito” e a gráfica Bolsonaro Store. Além delas, a Aprosoja Mato Grosso (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso), a Tuboaços da Amazônia, a Camisetas Opressoras, a Granrede Engenharia, a Leone Pavan Empreendimentos e a viação Graciosa também patrocinaram o Cpac.

a Tuboaços da Amazônia, é investigada por supostamente ter distribuído fardos de água e refrigerante a bolsonaristas que estavam acampados à frente do Comando Militar da Amazônia, em Manaus, e reivindicavam um golpe de Estado para reverter o resultado das eleições de 2022.

a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), cujo presidente, Lucas Costa Beber, foi alvo da CPMI do 8 de Janeiro por financiar os atos golpistas que resultaram na invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

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